Tribuna do Norte - Clara Beatriz Fernandes, 12 anos, está indo a primeira vez a um estádio de futebol. Pediu ao pai para assistir a inauguração da praça de esportes que substituiu o antigo Machadão, Leonardo Costa. "Tinha que vir e vamos ganhar o jogo!", disse ela, como torcedora americana, a exemplo do pai que acompanha, praticamente, todos os jogos do América em Goianinha e Ceará-Mirim, onde o time rubro vinha mandando os seus jogos.
Beatriz estava também acompanhada da avó, Zélia Costa, que tinha saído pra almoçar com o filho e a neta. Embora torcedora do ABC, não ia ficar pra ver a segunda partida da rodada dupla, contra o Alecrim. "Eu sou de Caicó, e vim estudar em Natal, numa casa de uma tia. Perguntei quais os times daqui, ela disse que o América era da elite, o Alecrim do povo mais ou menos e o ABC da frasqueira, então eu disse que ia torcer pelo ABC".
O eletricista Valdir Paulo dos Santos vendia pela primeira vez bandeiras dos clubes de futebol de Natal. A do América e do ABC custavam R$ 20 nas cores vermelha e branca ou preta e branca, mas quando se trava da bandeira brasileira, estilizada com o escudo de um dos dois clubes, o preço ia pra R$ 25,00. "Acho que é porque dá mais trabalho pra fazer e gasta mais material", afirmou o eletricista, que fazia o bico para aumentar a renda semanal:"Só vendi umas cinco, mas acho que é muito cedo".

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