Fonte: Portal Nominuto - O medo do desemprego cresce mais entre as pessoas que têm até a quarta série do ensino fundamental. Entre o grupo, o Índice do Medo do Desemprego (IMD) cresceu 5,8%, passando de 69,4 pontos, em março, para 73,4 pontos em junho. Aumento superior ao índice geral, que subiu 3,4%, passando de 73,6 pontos para 76,1 pontos, de março para junho, de acordo com dados divulgados hoje (30) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na pesquisa trimestral Termômetros da Sociedade Brasileira.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas de 142 municípios, entre os dias 13 e 15 de junho. Segundo o levantamento, foi a quinta alta consecutiva do indicador. No entanto, apesar de a alta ter sido maior entre as pessoas com escolaridade mais baixa, o medo do desemprego ainda é maior entre as pessoas com curso superior, e alcança 80,2 pontos. Nesse grupo, o índice de junho aumentou em relação aos 78 pontos de março.
O maior aumento do IMD foi registrado na faixa de renda familiar de dois a cinco salários mínimos, com o índice passando de 71,1 pontos, em março, para 77,1 em junho - um avanço de 8,4%. Entre aqueles com renda familiar de mais de dez salários mínimos o IMD caiu de 82 pontos para 77,3 pontos; e no caso dos que têm renda mais baixa, até dois salários mínimos, o receio do desemprego é ainda mais baixo: caiu de 75 pontos para 73,3 pontos.
No comparativo entre regiões, o medo do desemprego cresceu mais no Sul, onde o indicador passou de 71,3 pontos para 76,9 pontos. No entanto, continua sendo mais elevado no Norte e Centro-Oeste, onde atinge 82,4 pontos. Mesmo com aumento do IMD, o Índice de Satisfação com a Vida (ISV) cresceu 0,9% em junho, ante março, e ficou praticamente estável quando comparado ao mesmo mês de 2013.
O levantamento mostra que quanto maior o grau de instrução, maior o índice de satisfação. Entre os que têm curso superior, o índice subiu de 103,7 pontos para 104,9 pontos. Já entre as pessoas com até a quarta série do ensino fundamental, o índice recuou de 102,7 pontos para 101,1 pontos.
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